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Internet pela rede elétrica é furada

Recentemente um assunto esteve sempre presente em conversas entre técnicos, usuários e curiosos, o acesso via rede elétrica

Bom, confesso que nunca acreditei muito nessa modalidade, mas resolvi pesquisar e logo percebi que minhas suspeitas tinham fundamento, o negócio é uma furada …

Veja vários depoimentos de entendidos do assunto

Deu o que falar, né? Até meus vizinhos vieram perguntar sobre o acesso à internet via rede elétrica, que a Eletropaulo está prometendo lançar em 2009. Todo mundo quer saber se o serviço é bom, se é rápido, se vai ser mais barato que o Speedy e o Virtua… Li todas as reportagens e posts a respeito, e acho que ninguém explicou direito o assunto. Vamos lá:

1. No papel, a idéia é boa. A tecnologia de internet pela tomada, que se chama Broadband over Powerline (BPL), não é uma idéia nova – testei a bagaça em 2005, e na época fiquei bem empolgado. Como a rede elétrica já existe, já chega a todas as casas, e sua manutenção já é paga (pelos consumidores de eletricidade), as despesas envolvidas são muito menores – o acesso poderia ser até 40% mais barato que a banda larga tradicional.

2. Mas a rede beira o inviável. Não é fácil transmitir dados pela rede elétrica. A interferência é tão alta, mas tão alta, que é preciso colocar um amplificador de sinal a cada 600 metros. Como São Paulo tem 38 mil km de cabos, a Eletropaulo teria de instalar cerca de 65 mil repetidores BPL – que custam US$ 1000 cada um. Isso sem contar o mau estado da fiação, que tem quase 80 mil defeitos.

3. E o tal ‘lançamento’ é furado. Os caras não vão vender acesso à internet. Não vão lançar um novo serviço, para competir com o Speedy e o Vírtua. O que a Eletropaulo Telecom vai fazer é oferecer "soluções BPL" para as operadoras tradicionais, como a Telefônica e a Net. Ela pega os cabos dessas empresas, que já chegam ao seu prédio (se é que chegam), e aí usa a tecnologia Powerline somente para levar o sinal aos apartamentos.

Sacou? As telecoms não precisam instalar fiação dentro dos imóveis, e economizam uma grana com isso. Já você… você continua com o mesmo acesso à internet, a mesma mensalidade, e um serviço até pior (pois a rede elétrica tem mais interferência que os cabos de dados tradicionais). Pode escrever.

Em minha opinião, o futuro está realmente na internet móvel, sem sinal, se levarmos em cosideração que nos primórdios da telefonia móvel, pagava-se até para receber chamadas (Em 1994 eu tinha um potente 386 e um celular gradiente que devia pesar uns 5 kilos), podemos esperar uma melhora significativa na qualidade do serviço e nas taxas cobradas

Vejamos um comparativo atual

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