Memórias dos causos etílicos …
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Voltando ao assunto dominante dos últimos dias, um “causo” muito engraçado que aconteceu há pouco tempo, cerca de 24 ou 25 anos atrás e que relembrei esta semana entre crises de riso no MSN
O Caso da garrafa de pinga
Corria o ano da graça de 1984 e eu do alto dos meus 17 anos, queria saber é de jogar Voleibol e de curtir com os amigos. Paulinho era um desses amigos da turma do bairro Ouro preto e um cara muito paradão, mas certa vez descolou um fim de semana no sítio de uma de suas colegas de escola, era uma turma de garotas e uma turma de rapazes de proporções matemáticas aceitáveis … o fim de semana prometia.
Chegamos ao sítio, que diga-se de passagem era muito bom, com piscina, campo, quadras, etc, mas como quando a esmola é muita o santo desconfia, o Pai da garota e dono do lugar foi a tiracolo. O homem detestava alcool e determinou que todos dormissem cedo. aff!
Pra piorar, ao lado do sítio, tinha um buteco e sejamos coerentes, todo mundo queria é tocar o horror com a mulherada. Determinamos que o Carlos Miguel, mais conhecido como “pé de vela” cumprisse a missão de comprar um litro de aguardente na referida birosca depois que o homem dormisse. Vaquinha feita, lá se vai nosso emissário atrás do líquido etílico.
Eu fui cumprir missão de suma importância aos nossos planos. Buscar limões no terreiro.
Acontece que o valor apurado era mais do que suficiente e o maluco comprou dois litros de cachaça retornando ao covil, o problema é que o infeliz resolveu entrar pela sala escura, para evitar passar em frente ao quarto do proprietário dorminhoco que ficava na parte de trás da casa e ao adentrar no local, tropeçou por conta da escuridão e deixou uma das garrafas quebrar no meio da sala do homem.
O fedor de cachaça tomou conta do lugar e antes que a desgraça fosse maior, escondi o outro litro atrás da geladeira. O Pai da moça acordou com o barulho e face ao cheiro nauseabundo de manguaça começou a tatear no escuro e chutou o urinol (sim, é isso mesmo) tornando o ambiente uma cópia perfeita do inferno de Dante.
O barulho do penico quicando pelas tábuas do lugar impôs uma crise de riso a todos e o Cacá numa impagável tirada disparou:
- Tomara que o homem não tenha cagado
Sinceramente, não havia nada no mundo que me fizesse parar de rir da situação, além disso o homem começou a vomitar palavrões e neste interim, ninguém se atrevia a acender a luz. A galera se contorcia em meio as gargalhadas.
O Homem se entregou ao próprio infortúnio e acabou achando graça de toda aquela merda e a cahaçada foi liberada para a galera, desde que as moçoilas não participassem da farra etílica
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Mineiro de Coronel Fabriciano, Formado em Escola Militar, Técnico em informática desde 1990, Arte Finalista, Designer WEB, Programador, Técnico em Telecomunicações, Blogueiro há 4 anos.
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